terça-feira

green day

há muito tempo que não me entravam tantos decibéis pelos tímpanos, nem havia tanta gente tão perto... e eu lá atrás, 25 anos antes - talvez - noutro pavilhão, com outra banda punk, outro amor comigo e o mesmo espírito de sempre.

p.s. - 'odeio' as segundas-feiras que são o dia verde para semanas lixadas...

domingo

everything with you

The Pains of Being Pure At Heart "Everything With You" from Slumberland Records on Vimeo.

das eleições

...com quase 40% de abstenção, quem não vota, não merece a cidadania.
...com certas mudanças no programa eleitoral, o ps em maioria-não-absoluta pode ser finalmente coerente com a esquerda que reclama ser.
...em maioria-não-absoluta, voltaremos a ter legislativas antes do prazo?
...e, agora, a arrogância vai estar disseminada em várias bancadas.
...em quem terá votado, afinal, aníbal antónio cavaco silva?
[intuo que fez campanha para se reeleger]

terça-feira

to my brother



the organ - Grab that Gun (2004)

quinta-feira

lido ali

"sinto-me uma folha sobre um lago: mantenho-me á tona, e sei como o equilíbrio é frágil".

sábado

terça-feira

same-sex marriage

não é preciso ser a favor, basta entender [o que é hoje o casamento] e aceitar [que haja quem queira optar]. o documentário 'tying the knot' é exemplar e está disponível na net (+- 01h30).

cinema aí

falta pouco para o queer lisboa festival. é de 18 a 26 de setembro, no sítio habitual. a programação está disponível dentro de uma semana.
p.s. - a minha agenda (a)guarda sacanas sem lei, o novo tarantino. depois ainda estreiam abraços desfeitos, o mais recente almodovar

domingo

sem eira, nem beira

...ou "sans toit ni loi", título de um dos filmes de agnés varda, que a própria evoca no espantoso "as praias de agnès"(ver ípsilon). se abríssemos as pessoas, encontravamos paisagens - diz ela. no caso da cineasta belga, porém, encontraríamos 'praias' - e como são fantásticas as imagens e os enquadramentos que ela filma em praias... mas este não é um filme balnear, mas o revisitar de um percurso pessoal, político, musical, cinematográfico, artístico. um filme autobiográfico, feito a respigar memórias.
um conforto esta história.

sexta-feira

fiery furnaces



no ípsilon/público apresenta-se o novo disco "i'm going away"

quinta-feira


quarta-feira

belo cenário, grande noite

2 de outubro, 23h30, lx. instituto superior de agronomia, lesboaparty 3ºaniversário

... a perfeita despedida do verão

terça-feira

a noite é o reverso do sol

a nasa vai estudar o sol. meta: saber de que forma o sol influencia as nossas vidas. infelizmente, a nave não é tripulada. [notícia i]

sexta-feira

'-)



ramones - baby, I love you

quarta-feira

:(



patti smith's - because the night

sábado

.. .. ..

« eras a parte boa da minha vida.
sem ti não há sol, 40 graus não se sentem no corpo, caminhar sem rumo não doi, mesmo sob o sol impiedoso. não vale a pena fugir para a sala de cinema, não há mar que me acalme. não há vontade de escrever, arrumar, olhar.

não há fome, nem sono. nunca. não há futuro algum, nenhum presente. não há sequer vaguear. não há sentidos. só há dor grande e sem fundo.
sempre disse que não há mundos perfeitos. nunca houve. agora não há nada de bom - só o que sinto, sem ser a troco da tua felicidade maior.
podíamos ir para lá dos pirinéus, podíamos ficar a resmungar diferenças. esperam por nós a escócia, florença, nova iorque. valeria sempre a pena. valia a pena ter cometido os erros que cometi, as ingenuidades todas, a perda nos afectos mais viscerais. não tinha importância a penúria da vida, a falta de escrúpulos, as chatices diárias. eu sabia que tu me acarinhavas. e completavas com a tua raiva e a tua fé as coisas mais baixas que acontecem. passou a paixão, é certo. passa sempre, sabias? comecei a desculpar tudo, mesmo as irracionalidades mais básicas, as birras mais infantis: todas as coisas que não são realmente importantes. pesava mais o que sobrava de bom. o optimismo pesa sempre mais quando o caminho se faz acompanhada. pessoas como nós têm obrigação de construir. ninguém é feliz a destruir, mesmo que se muna de argumentos lógicos. ninguém dá na medida exacta do que recebe, sei disso.

eu sei das letras e tu mostras-me as cores em todas as pautas. e assim faz sentido. para mim, nenhum conta-quilómetros me cansa se me levarem longe contigo, até ti. e perco-lhes a conta, não me importo. agora, simplesmente, não há momentos felizes para mim. e para ti?
és a (parte boa da) minha vida. ainda és? »

segunda-feira

um intervalo no zen

"bate com o murro no balcão: vai ver que és melhor e mais depressa atendida!"
recebi o conselho e passei à prática. comecei a negociar com o fornecedor de telemóvel, depois com o serviço de net+tv, e por aí fora. nalgumas coisas, há que "dar tempo ao tempo", noutras é melhor pôr logo tudo "em pratos limpos". um murro na mesa pode ser um método socialmente profilático. essa é que é essa! a mesa (ou o balcão) não se queixa, a gente sai do marasmo do tolo, e ninguém se aleija. bem hajas, m***, pelo conselho :-)