segunda-feira

amar não existe no infinito*

há muitos anos, um 'chato' chamado roland barthes escreveu uma catrefada de livros que tive de ler. a digestão dessa 'literatura', penosa para a maior parte dos meus colegas, foi uma animada descoberta pessoal: nunca lamentei a semiótica. pelo caminho, perdi o velho exemplar dos "fragmentos de um discurso amoroso" (*) que, como outros manuais, estava sublinhado a todas as cores e anotado em todas as margens.

agora tenho um exemplar novo, para voltar a sublinhar. penso que se barthes não tivesse morrido, há uns anos, de forma tão parva, podia reescrever os "fragmentos" à luz de tanta coisa que surgiu entretanto: a net, os sms, as comunidades virtuais. a essência seria a mesma.

[é preciso passar muito tempo sobre as coisas para as pormos em perspectiva. não que a perpectiva em que as pomos seja mais lúcida depois desse tempo. talvez só mais tranquila.]


3 comentários:

cuscavel disse...

Quando vi o título do post e a imagem pensei que iriamos reequilibrar as coisas: tomando eu, novamente, a dianteira das leituras. Mas não. parece que já me deste uma volta de avanço ;)

LR disse...

caríssima cusca:)
avanço, eu? jamais. só se for na reciclagem de erudições...
além de que levar avanço nem sempre é estar em vantagem - como a menina muito bem explica, lá na sua toca ;-)

Woman Once a Bird disse...

Tem mesmo piada. Mas olha, comecei a lê-lo há uns meses atrás e depois perdi-lhe o rasto (desconfio que o substitui abruptamente por Clarice Lispector - abandono tudo quando encontro algum livro dela). Agora, por mero acaso, encontrei-o abandonado na prateleira e retomei a leitura. Desta vez termino.