domingo

get a life

uma pessoa segue o seu caminho aos ziguezagues, à espera de encontrar o seu acerto com o zen de bem-estar numa bifurcação qualquer. primeiro, tarda a chegar ao entrocamento das vias possíveis e depois vacila mais que a conta. de seguida, segue o que a emoção, o coração ou outra poção qualquer lhe dita e... adiante. pensa que, apesar de espinhosa e sombria, a escolha vale a pena. crê que pode ser feliz - proclama baixinho que sempre será menos uma alminha a pesar no défice mundial de infelicidade latente, o tal que nunca vem nas estatísticas mas está nos rostos.

e a pessoa pensa, e analisa, e faz silêncio, e percebe que espalha motivos para outros serem infelizes. sente-se desconfortável e perde-se: conta as infelicidades que semeou... uma grande, outra pequena, outra assim-assim,... e mais outra. e o farrapo de sentimentos em que se tornou sente-se mais responsável que um chefe de estado de uma grande potência. a pessoa, então, resolve deixar de matutar. é apenas uma pessoazinha, não vale nada. mas não consegue. a dor dos outros foi sempre o seu ponto fraco.

são terrivelmente irritantes estas pessoas. carregam o karma do mundo como se fosse esse o sentido da vida que têm: perfecionistas, preocupadas e provavelmente sem amor-próprio.



1 comentário:

Fevereiro disse...

E é com essa consciência que:
Evitamo-las, a essas pessoas?
E evitamos sê-las ?
Abraço.