terça-feira

viver a gosto em lisboa

agosto na cidade é um gosto... com lugares para estacionar, saldos para torrar poupanças, cinemas quase vazios, esplanadas a chamar por nós, enfim, um destressar devagarinho a questionar porque há tanta gente na cidade vegetando o ano inteiro...?!

a partir da próxima sexta-feira, a baixa e o chiado têm mais um atractivo. a autarquia e o turismo dão música com o 1º Festival Happy Jazz 2006 (25, 26 e 27 agosto).

daqui a um mês (29 de setembro a 1 de outubro), é a vez do Lisboa Dança 2006 - praticamente todos os tipos de dança são apresentados em diversos palcos da baixa e chiado, num convite ao público para que dê um pé de dança...

segunda-feira

"as filhas do botânico"





"Les filles du botaniste", ainda em exibição por aí (numa sala quase vazia) é um daqueles filmes que corre o risco de 'passar ao lado' de quem gosta de boas histórias e de cinema (sai em DVD em Novembro).
Produção franco-canadiana, este filme tem a mais bela fotografia para a mais comovente das histórias (de 'amor proibido'), num décor deslumbrante, com banda sonora adequada e sublime...

lindo, lindo - lindo e triste.

a legitimação da desigualdade, na lei?

A Lei da Paridade está publicada em Diário da República.
A partir de agora terá de haver candidatos dos dois sexos nas listas eleitorais, sendo que um deles (!) têm de ter uma representação de, pelo menos, 33,3%.
Adivinha-se qual é.

sobrevivência


Folhas de tabaco ao amanhecer.
Uma mulher colhe folhas de tabaco ao amanhecer, na vila de Kumuniga, mais de 200 quilómetros a sudoeste da capital búlgara, Sófia, onde o tabaco é o sustento de muitas famílias. Foto: Petar Petrov/AP n- in Público on line

[Parece que há um problema com o fruto do trabalho desta mulher...]

ninguém gosta


... de deixar os lugares onde (se) foi feliz.
mas há uma réstia de motivação em procurar outros, para sê-lo outra vez. sem deixar de ser.

não sabemos que uso Deus deu à segunda-feira, a seguir ao dia em que descansou. mas talvez não haja outro dia mais apropriado para (re)começar.



domingo

...

dou uma vista de olhos por aí e descubro uma palavra-muleta a ser abusada.
veja-se:


gente sem-abrigo, imigrantes sem-papéis, espaço sem fumo, cerveja sem álcool, café sem cafeína, camponeses sem terra, médicos sem fronteiras, redes sem fios, ruas sem segurança, incêndios sem fim, chineses sem água potável, trabalhadores sem emprego, guerra sem tréguas...
estava SEM assunto, fiquei SEM pachorra.

sábado

yo donna

já o disse: gaja, que é gaja, gosta de revistas. eu gosto. e descobri recentemente a que sai com el mundo, ao sábado (€ 1,20).
é, provavelmente, a melhor. traz sempre uma série de artigos interessantes: crónicas, reportagens (empreendedoras; apontamentos de viagem,...), histórias em série (o século das mulheres; mulheres com poder), moda, estética, música, cozinha, livros, pequenas notícias.
uma das secções mais originais chama-se 'assim falam as mulheres/tertúlia'. é muito simples: quatro mulheres à volta de uma mesa falam, com conhecimento de causa, sobre um tema. numa semana foi: "por fin solas! Y entonces...?"; noutra semana, outras quatro, conversam sobre "qué vida nos espera despues de los 40?", e por aí fora... o que se lê é a transcrição dessa tertúlia, com fotos das participantes.
este sábado, a tertúlia é sobre "homosexualidad feminina: por qué nos cuesta tanto salir del armário?" (sem link).

pergunto outra vez: porque não temos revistas assim em Portugal?

sexta-feira

mujeres

do resto da ibéria, de distintas regiões, três cantoras a escutar...
no flamenco - e não sou fã do género - o último da bela
Estrella Morente, Mujeres; atente-se em Volver (do novo flme de Almodovar) ou o clássico Ne me quittes pas (com maravilhoso sotaque).
Chambao, grupo que recria o espírito do flamenco, também justifica a atenção do ouvido.
e a mais fresca de todos...
El sueno de morfeo, a banda asturiana grande revelação do ano.

... felizes dos que têm gente desta para juntar a Oreja de Van Gogh, Ana Torroja (ex-Mecanno) ou Bebe.
hay que disfrutalas!

os amantes regulares*

de filmes, normalmente só falo dos que gosto. e, se escrevo, é por aqui ou por ali, porque me toca.
gosto de muito de cinema. não sou propriamente esquisita, quando vejo. também é raro ir ao completo engano. mas lá acontece. e este filme é um enfado, um desconforto, uma estucha! (como aqui se narra)
Truffaut e Godard, genuínos,tiveram o seu tempo. passou. algo deles é intemporal, mas não os pretensos remakes.

*que belo título, tão mal empregado!

quinta-feira

o homem das "mulheres"

O guionista de "Donas de Casa Desesperadas" é retratado no último El País Semanal.
Marc Cherry fala sobre o seu destino, a sua homosexualidade, a série que criou e o futuro. Explica, por exemplo, que a ideia nasceu a partir de outra série,"O sexo e a cidade" mas para dar uma perspectiva mais obscura da vida de quatro mulheres.


« Se declara fan de Pedro Almodóvar, y medita cuando se le indica que Almodóvar, homosexual, es admirado por su capacidad para retratar la mente de las mujeres, igual que Darren Starr, homosexual, creador de Sexo en Nueva York… 'Creo que hay una razón. La ventaja de ser homosexual es que cuando me siento a hablar con una mujer no me pongo a pensar de qué manera me puedo ir a la cama con ella. Eso libera mi mente y me permite tratarla como un ser humano. A mí me da exactamente igual el atractivo que pueda tener una mujer. Me gusta que sean inteligentes y divertidas. Tengo la impresión de que las mujeres son mucho más abiertas conmigo que con cualquier hombre heterosexual'».

Praticamente um desconhecido há dois anos, então desempregado e cheio de dívidas, Marc Cherry é agora considerado pela revista Time uma das personalidades mais influentes do mundo.

let's dance



é quando Setembro acaba,
falta mais de um mês,
será num sábado,
está a ser promovida por

liquidificador de dúvidas

toda@s, nalgum momento, precisamos de um.
deve ser um aparelho mais ou menos como este, mas adaptado a coisas voláteis, como são as dúvidas. talvez tenha levado à 'invenção' dos blogs: tal como eles, não é vital mas dá jeito.


por via das dúvidas, aqui se certifica que tudo o que se expõe neste espaço, não tem a ver com a minha vida porque, "a mais verdadeira, é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique."

[ Clarice Lispector dixit ]


isto não é um confessionário, não conheço padres, nunca fui ao psicanalista, nem tive um diário. isto é só um liquidificador de dúvidas.

terça-feira

da timidez absoluta


"As mulheres têm todas um ponto do corpo, um recanto da cidade, uma hora do dia, que são nelas como que uma porta secreta, pela qual podem sair de si próprias, da sua timidez, e penetrar em toda a espécie de loucuras, graves ou veniais."

in "GRANDE AMOR", Erik Orsenna (Ed. Difel)

na banda sonora de verão

Belle&Sebastian, tudo desde "Tigermilk",The state I am in...
Camera Obscura: Let's get out of this country
[os dois grupos de Glasgow tocam junto, em Edimburgo, a 27 de Agosto]
Nouvelle Vague, Bande à part Ltd Edition
La oreja de Van Gogh, Guapa
Pet Shop Boys, Fundamental

segunda-feira

o melhor das férias...

... tudo o que excede as expectativas, mesmo quando negamos tê-las - a surpresa, o inusitado.
o espanto dos lugares, o verde inteiro, o mar infindo, o azul instável, o cinzento da pedra, a clareza do luar, e o resto:
a nossa pequenez, a relatividade das coisas, o grandeza no horizonte.
não ter rotinas, se não o fluir de outro tempo noutros hábitos; a entrega ao Gran
de amor, dele , tão adiado, díficil e lindo em cada expressão; o encontro casual com o Diccionario de los sentimientos, que ensaia a cartografia das almas; a revelação do poder do azabache; a simbologia celta do trisquel; a modernidade e o passado, lado a lado, em fruição.
[cada tempo de pausa justifica mudança - e não o inverso.]


o pior das férias...

é, por exemplo, dar com uns seres que entram nos comments para espalhar spam.
e ter de gastar uma eternidade a limpar tudo, outra vez e outra vez... [só acontece a quem não acredita(va) em visitas indesejáveis, mesmo na blogosfera]

nostalgia

sábado

até depois*





*que a poeira pouse ou a inspiração levante

P.S.:insultos ou carinhos, para a mail box, sff

sexta-feira

lembrei-me...

de passagem pelos blogs aqui ao lado,
por alguns daqueles que visito fielmente,
que deve andar aí uma maré má ...
há paixões que vão, amores que abanam,
um sem número de ondulações...
ocorreu-me então:
e se nos juntassemos para afogar o mood

'bora lá, nessa onda?

sangue frio

Tu nunca choras ao ver sangue
Tu nunca sangras quando sofres
Guardas a dor dentro do cofre

Se alguém decifra o segredo
E se pica no teu ferrão azedo
Tu lambes-lhe o sangue do dedo
Tu nunca choras ao ver sangue
Tu nunca ficas transparente
És daquela raça tão rara
Que tem no olhar o gelo quente

Se alguém te atinge o coração
Aguentas o baque
De frente
E sentes uma oscilação

Defendes-te com uma paixão competente
E encarnas tão impunemente
A pele de um animal de sangue quente
Que ama a sangue frio

(...)

[Sangue frio - Clã ao vivo]

quinta-feira

countdown

quase chega a gosto e, no entretanto, o tempo torra o que resta da paciência.
em countdown a memória alia-se à agenda e faz a lista das últimas tarefas a cumprir: nada de grandes projectos, nada de despedidas, nada de sério.

mas o que eu queria mesmo era ler uma carta de amor, das tais que nunca foram ridículas.
também podia escrever uma carta de amor, a melhor das sensações tolas.
nela se diriam coisas inibidas de pronunciar. qualquer sinal nos afugenta quando apalpamos terreno no mundo dos afectos. sem que nos apercebamos, as palavras ganham um peso descomunal. nada nos tranquiliza bastante para que as ideias que voam tenham consistência.
todo o elogio traz consigo uma torrente de dúvidas e inquietações. nada foge do pensamento. qualquer detalhe é hiperbolizado à demência. descobre-se que há um fio condutor na vida, não necessariamente o mais saudável. julga-se entender o sentido das coisas. angústia e exaltação vivem um equilíbrio inconstante. e nada nos prepara para o desamparo do que ouvimos.


"Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente ridículas."


esta é a fase do Antes - que ilustraria com detalhes, se escrevesse uma carta de amor.
amor não é uma palavra exdrúxula. sexo também não. nem sequer sentimento.
a fase do Depois vai ter de ficar para (muito) mais tarde.


dá-me forte




...a preguiça

quarta-feira

festivais de Verão



É um mundo de pó, cerveja, torreira e hiper-som, o dos festivais de música de Verão. E a Zambujeira do Mar era uma aldeia pacata e acolhedora, há uns anos.
Resolveram misturar tudo e baralhar.
Dia
4 de Agosto vão lá estar:
Goldfrapp e Nouvelle Vague - só estes (me) chegavam... como não posso,
Enjoy it!

podia ser o (meu) paraíso

terça-feira

domingo

she wants revenge (II)

"you can occupy my every sigh,
you can rent the space inside my mind
at least until the price becames too high"


red flags and long nights


[não, não concordo que a capa seja melhor que o conteúdo. (ou)viu-se.]

sexta-feira

she wants revenge

Vi a proposta aqui e logo me apeteceu escutá-los.
Amanhã estão em Santos, no Lisboa Soundz.
E a outra boa notícia do dia... é poder ser testemunha.

she's back

Gosto muito de Infinito Particular, mas também de quase todos os outros discos de/com Marisa Monte.
E a boa notícia do dia, para mim, é que
ela está de volta.
Setembro, nos Coliseus*:
5 e 6 no Porto. 8 a 11 em Lisboa.
Noites de encantar.


*[porque são os bilhetes tão caros?]

segunda-feira

pequeno manual da amizade

podia fazer-se um tratado sobre a amizade. talvez haja já alguns.
é o único espaço de verdade nas relações humanas, depois do amor maternal.
sem contar com os eremitas e os egotistas, todos precisam de ter amigos.
não precisam de ser muitos, precisam de ser disponíveis. precisam de tempo, precisam de espaço. pessoas que ligam para nós não importa a hora, a quem reconhecemos pela voz uma tristeza, em quem adivinhamos um problema; pessoas que sabemos escutar e de quem não nos cansamos. pessoas que visitamos nas horas más, pessoas que choram connosco, que riem connosco, com o mesmo impulso com que fazem tudo por nós.
pessoas a quem damos crédito de afecto, mimos a fundo perdido, carinhos sem medida.
com os amigos apetece-nos fazer viagens inesperadas, programas de divertimento, trocas de cumplicidades. oferecemos surpresas e recebemos conforto, ou oferecemos conforto e recebemos surpresas. de qualquer modo, permutamos emoções e memórias que construimos como um puzzle a quatro mãos, a quatro olhos.
um amigo é como um companheiro de equipa quando ele é confiável e seguro, carregado de loucura e bom-senso, e tudo isso faz sentido.
de um amigo espera-se tudo menos o silêncio, o ostracismo, a indiferença. mas, mesmo quando isso acontece, não se negoceiam os sentimentos. perdoa-se e espera-se que passe.

domingo

as férias

até à preguiça se entranhar vai um milésimo de segundo...

dá para pensar no descanso merecido
e não ligar à rotina das dependências

uma agenda simples:
primeiro o cálculo do tempo
depois a ementa do lazer...
mudanças que refrescam o corpo
limpeza mental para reter sítios
lista dos livros inadiáveis em poucas semanas
filmes em atraso para eventuais insónias
o portátil e a autonomia que se lhe arranjar
escova de dentes, toalha de praia, cartão de crédito e um agasalho

sábado

resiliência

"Tenho uma relutância figadal aos fins.
Recuso-me a pôr uma pedra no mal-resolvido.
Adio as decisões na esperança de que se revelem injustas.
(...)
Mas, apesar disso, detesto cair no mesmo engano duas vezes.
Isso, realmente, deixa-me de rastos."

Quando ouvi isto, fez-se um eco.
Já todos tivémos despedidas inglórias - sentimo-nos uma peça de contrafacção em forma de gente.
Mas o que eu não sabia é que há despedidas por e-mail, messenger e até sms.
É a 'p---" da tecnologia a canabalizar os sentimentos.
Dá vontade de fugir daqui.
foi uma semana em cheio!
zanguei-me com o blog (como se vê, durou pouco), zanguei-me com a vida (disso nem vale a pena falar...) e trabalhei que nem uma MULA
perspectiva mui interessante: há mais trabalho forçado à minha espera.
nos entrementes, rasguei a carta em que alguém me dava um conselho em tom de ameaça, e confessei arrependimento por ter a emoção à flor da pele.
nestas questões, de nada me valeu a resposta que dei. adiante.
(o tempo encaixa tudo no sítio. de resto, não tenho alternativa)

se o calor dilata os corpos, a mim dilata-me os neurónios.
trabalho, trabalho, trabalho. calor, calor, calor. e insónia.
agendo a semana que vem com 'forrobodó' e, outra vez, trabalho a rodos.
já que tenho que dar o corpo ao manifesto, então não páro à noite.
(ninguém vai de férias com a moral em baixo)

aproveito o intervalo para tostar a carapaça.
nunca se sabe quando aparece um tsunami que me engula.
BOM fim de semana, de preferência loongooo...


[mais vale um post fraco do que uma tristeza forte]

quinta-feira

13 de Julho ? 2006

terça-feira

blog em estado de pousio, por tempo indeterminado

segunda-feira

ontem revisitado

no balanço do dia que passou só me posso sentir ...feliz!
quem não tem nada para oferecer, percebe-se desmesuradamente festejada com as mensagens e o carinho. com @s amig@s, companheir@s de partes da minha vida, que sabem com o que contam...
é por isso que a riqueza de uma pessoa são os seus afectos.

e, eu, presto a minha homenagem àquela que me pôs aqui. nunca terei gestos suficientes para lhe agradecer a dádiva - os sofrimentos, as preocupações, os trabalhos, os mimos. a lágrima vertida quando falámos rapidamente sinaliza apenas o que ela faz por mim, há muitos anos.
e há, depois, aqueles dois, as pessoas que mais amo, por quem daria tudo, o único "trono sagrado".

"eu que me comovo por tudo e por nada...", numa noite de lua cheia, e linda como esta, tenho todas as razões para acreditar que nenhum problema é insolúvel. e cada um se resolve à vez, sem angústias antecipadas.
volto, pois, onde comecei o dia.
só mesmo a morte não tem saída. e viver tem de ser um prazer.

domingo

a mãe de A.

maior dor do que perder um filho
só a dor daquela
cujo filho deliberou
perder-se do mundo dos vivos


[ele seria hoje um pouco mais velho. só isso.]

sexta-feira

demasiado humano

- como é possível uma semana regular ter o pico de cansaço à sexta-feita?
- não sei. mas é...

- e como se termina uma sexta-feira a rir?
- de muitas formas...
por exemplo, com as ironias do destino, a trocarem as voltas a quem sempre o determinou.
mesmo para isso, nunca é tarde de mais...

obrigada

está quase a fazer quatro meses que iniciámos aquele blog. começou como uma ideia disparatada, atirada para o ar em conversa solta e muitos risos. ganhou forma depois, um jantar no primeiro mês e muitas picardias em posts avulsos - em que tantas vezes discordamos.
[jornalistas, malta estranha, muito estranha. será?]
nestes meses, cada uma teve as suas crises pessoais, profissionais... não sei se alguma escapou... o blog, para quem lê nas entrelinhas, nada omitiu.

como qualquer blog, é um espaço semi-público, semi-privado. é um espaço honesto.
e não deixa de ser comovente que começamos a perceber quando, uma ou outra, precisa de 'mimos', ou apenas de alguém que oiça, ou do espaço para escrever sem obrigação (o que pode significar não postar nada).
ali sentimo-nos vagamente livres para dizer o que pensamos. para partilhar interesses, para opinar, para o contraditório e para celebrar.
quem dera que fosse assim em todos os espaços onde consumimos os dias.

quarta-feira

a França é

(para mim) liberté, égalité, fraternité
e não há nada como o nosso imaginário...

















[... e agora toca de voltar à vidinha]

terça-feira

(in)dependências

libertamo-nos alguma vez de uma dependência de anos, sem que fiquemos cativ@s de outra dependência?

toda a gente sabe que depender... é (sobre)viver.
mas as dependências abrem e fecham ao sabor do mercado.
e se há leis pouco justas são as da oferta e da procura.

segunda-feira

brainstorming

uma amiga questionou-me com um desabafo:
"há um intrincado problema que me põe a vida do avesso: debato-me com uma crescente incompatibilidade cerebral com os neurónios do cromossoma Y; isso é o quê?"

domingo

haverá algo capaz de nos cerzir a alma?

sábado

hiato sem danos colaterais

quarta-feira

questão de contas

dos problemas de cobranças de amores, ela estava farta;
de quase todas as cobranças, incluindo as de tempo, também ela estava farta.
fizeram um pacto sobre os créditos alheios para desfazerem débitos mútuos.
o balanço começou a zeros.

terça-feira

para concluir...

...como ela diz , que é preciso muito pouco para se ser feliz.

hoje apetece-me poesia

"Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo.

Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa"



"Sozinha caminhei no labirinto
Aproximei meu rosto do silêncio e da treva
Para buscar a luz de um dia limpo"



sophia de mello breyner ardresen

segunda-feira

não me ocorre nada melhor...

... a não ser remeter para este post sobre relações perfeitas...
onde
Eva recorda que "love is not about finding the right person, but creating a right relationship. It's not about how much love you have in the beginning but how much love you build till the end."

[é por isso que este é um dos meus blogs de eleição]

domingo

notícias que fazem acreditar

Repositório de espécies de todo o mundo
Banco internacional de sementes lançado na Noruega

"O objectivo é salvaguardar plantas necessárias à alimentação, em caso de catástrofe global. Aquela que é considerada a “Arca de Noé” para as plantas está enterrada na rocha e no “permafrost”, a 70 metros de profundidade, na península norueguesa de Svalbard, e deverá guardar três milhões de sementes de cada país no mundo."

A diversidade das espécies agrícolas tem a atenção da fundação The Global Crop Diversity Trust.

sábado

notícias que (me) comovem

O heroismo no trabalho de Vanessa Fernandes, outra vez campeã europeia de triatlo - uma das mais duras modalidades desportivas, que junta corrida, ciclismo e natação.



A descoberta no sul da Maurícia de fósseis de Dodó, o tal animal simpático que, por não ter medo dos humanos, foi extinto há 300 anos...

sexta-feira

aforismos noctívagos

nada pesa mais que o silêncio de uma mulher.
os homens que o digam.

##################################

falar 'à rédea solta' significa apenas que encontramos o olvidor adequado aos nossos dramas privados. e haverá melhor a ouvir, que alguém que não pergunta?

##################################

quando se sabe que não há solução, esperamos pelo quê?

##################################

há em tudo deve e haver; menos no afecto.
superavit para uns, défice crónico para outros.

quinta-feira

dolce fare niente


DEPOIS
segundo dia de verão, primeiro mergulho no mar.
de cabeça, sofregamente.
a melhor praia das redondezas está "cheia" de mulheres sozinhas, aos pares, e de jovens casais.
as criancinhas já partiram.
jovens avulsos destapam reminiscências homófobas...
manhã de perigo relativo.
as melhores visões chegam de tarde, perscrutantes, sedutoras...
o mar chama e a bandeira autoriza.
não há tempo a contar.

a jornada repete-se, e torna-se menos solitária.
é, "a nossa vida está a mudar..."

ANTES
uma doença preocupante manda-te ao hospital.
como diz alguém, "os hospitais são uma grande lição de humildade".
recuperas da anestesia, do soro, das mazelas, recuperas devagarinho, aos solavancos.
metes ordem no passado, convalescendo.
abres porta a qualquer coisa que não sabes onde te leva.
é o risco. arriscas. voltas a rir...

nem te lembras da última vez, antes desta primeira.

quarta-feira

chegou o Verão...


tens o dia ganho se, independentemente do Portugal-México, acordas num dia de sol encantador, o conta-quilómetros chega aos 30 mil e alguém te diz como estás tão linda...

[ há quem goste de esquiar. eu prefiro, de longe, estiar . ou, pelo menos apetece-me...]




terça-feira

entre a paciência e a resignação

porque se guardam tantos papéis, tantas recriminações e tantas memórias
se o tempo nada muda?
nem o que a retina agarra, nem as dores, nem sequer os humores...
há só um pouco mais de fel, um pouco menos de atenção, muito mais de nada.


e, é claro, o cheiro do tabaco...

segunda-feira

o outro nome da paixão


"no estado em que se encontrava, percebeu subitamente que precisava de um acelerador de partículas para as coisas do coração."

domingo

em são paulo


Parada Gay reúne 3 milhões de pessoas na Avenida Paulista [foto O Globo]

sexta-feira

do bloco-de-notas

sol, temperatura amena e lua cheia - prognóstico até domingo.
e na segunda-feira, a Dois opera uma pequena revolução nos costumes. começa a exibir, em canal aberto, a primeira série The L word.


[...que pena já não se fazerem manifestações à porta da rtp por tamanho descaramento!]

terça-feira

mudar

há horas decisivas, depois nada será igual
acreditar nisso, é ter fé desconhecida
e paciência para esperar o amanhã
não emolar os desejos e as tentações...
mesmo bisando, nenhum impulso se aquece,
nenhuma fraqueza se esquece...

é tempo dum upgrade nas prioridades
debelar o friozinho do medo, do risco, do desconhecido

afinal é Verão e o tempo deve escorrer lento

se eles fazem a guerra...

... fazemos, nós, a paz.
é a ideia de uma reportagem no El País Semanal, revista de domingo, a propósito das mulheres do Ruanda e Libéria e do seu papel na reconciliação nacional.
histórias que dão que pensar, com o título 'Africa com nome de mulher'.

sons da cidade


Bangguru é o nome de uma banda pouco conhecida.
ouvi-os, vi-os actuar e... caíram-me bem.
a vocalista é muito empenhada, a música não é muito vulgar, as letras correspondem à toada.
eles actuam dia 15, às 22h, no Parque Mayer, no Festival EMERGE das Festas de Lisboa.

nas ditas, há outros espectáculos que valem a pena, alguns são à borla.
o melhor é consultar quem organiza
as festarolas.

segunda-feira

mandamentos do bom empregado...

... devem soar assim:



1)nunca dirás o que pensas;

2)nunca questionarás a chefia;

3)nunca lamentarás o cansaço do excesso de trabalho;

4)nunca fugirás a um almoço de grupo;

5)nunca te furtarás a participar na maledicência;

6)nunca te queixarás do que ganhas;

7)nunca esquecerás os parentes que ajudam a justificar atrasos e ausências;

8)nunca tratarás todos por igual - para alguns reverência, para outros nada;

9)nunca mostrarás 'má cara' se te convidam a trabalhar mais pelo mesmo dinheiro;

10)nunca pronunciarás 'alto e bom som' as reclamações que os corredores escutam

domingo

muito(s) trabalho(s), menos stresse?

mulheres que têm de conciliar o trabalho, os filhos e as tarefas domésticas têm MENOS STRESSE do que aquelas que desempenham apenas uma dessas tarefas. porque, para darem conta dos vários afazeres, acabam por não atribuir tanto peso aos problemas menores. A conclusão é de um estudo desenvolvido no Brasil pela International Stress Management Association . na revista Veja, uma psicóloga explicou assim: "Quando existem outras fontes de preocupação, a tendência é reagir aos problemas no trabalho com o seguinte pensamento: está ruim, mas não é tudo na minha vida".

no extremo oposto estará, suponho, a síndrome de burnout*. duas amigas minhas, há alguns meses, padeceram de burnout e posso jurar que no trabalho, todos os dias, há sintomas de casos...

* «Uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional). O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.»

[cartoon]

sábado


um dia, ainda hei-de saber como é que homens que dominam tantas empresas e organizações seleccionam aquelas que, de nós, querem e conseguem.


**************************************


coisas que me apetecem:

repetir a noite de ontem, divertida
repetir a noite de anteontem, saborosa
esquecer o dia de hoje, tramado
esquecer que há mais dias iguais, que monotonia
não esquecer que o país vai hibernar, graças à bola que rola
não repetir erros, fractais e fatais
evitar adiar, trocar e seleccionar coisas a fazer
ir ver o mar
'não cumprir um dever'
ler, arrumar e ver

e voltar a sentir que o tempo se escoa lentamente


**************************************


nada é tão relevante como os afectos.
só eles são insubstituíveis.
tudo o resto é instrumental.

terça-feira

woman like you

a_post_o


quase tudo na Internet é instrumental.
não sei de nada que não o seja.

como meio de comunicação, vale o que vale: muito pouco.

um post vazio ou um blog sem posts não fazem a diferença.
e, com eles, também não.

segunda-feira

a rga 22a depois

foi, talvez, como um almoço de antigos combatentes, noutra geração, outras conversas que não as da memória de qualquer guerra...

[foi mais como uma uma reunião de
'amigos de alex' - o filme que nesses anos tocou a geração: numa cena marcante, uma das personagens femininas queria desesperadamente engravidar e, então,... uma das amigas (Glenn Close) 'cede-lhe' o companheiro (Kevin Kline) por uma noite. guardo o episódio como o exemplo mais generoso da amizade.]

foi, então, um reencontro improvável de antigos colegas de turma, dispersos pela comunicação. não fomos todos amigos íntimos, mas éramos solidários, divertidos e muito empenhados - fosse no que fosse.
saiu mais de uma dúzia de jornalistas, uma meia dúzia de professores, três ou quatro assessores e a quota mínima para RP e pub. tanto tempo volvido
*, uns mudaram de campo, outros só mudaram as medidas, acrescentaram rugas e cabelos brancos.
é a vida!


poder partilhar um pouco de tempos idos e falar do(s) presente(s)foi obra de uma verdadeira 'abelha-mestra' (obrigada!)
o resto foi mel.


* [nasceram filhos, desapareceram colegas, mudamos de amores...
o muro de Berlim caiu, o terrorismo substitui a guerra fria, desapareceu a URSS e impôs-se a globalização; Portugal entrou na Europa, o futebol tornou-se na mola de tanta coisa; inventou-se o multibanco, o telemóvel, a Internet, o e-mail... aquilo com que 'sonhávamos' é, obviamente, ...residual
]

domingo

a gente quer lá saber!

o clima está a mudar, mas a gente não se importa com isso...
não estaremos cá para as piores consequências.
e se não estamos na miséria, ou no desemprego, para quê preocuparmo-nos com os excessos no consumo de energia, com os desperdícios, com o que poluímos...?
a comissão europeia lançou uma campanha com uma ideia simples:

É VOCÊ QUE CONTROLA A MUDANÇA DE CLIMA!

a proposta é, para cada um/uma de nós,mudar comportamentos 'domésticos':

Reduza. Desligue. Recicle. Ande a pé. MUDE.

este domingo era suposto que, numa cerimónia pública simbólica algumas centenas de pessoas - afinal há militantes ecologistas, activistas dos 'verdes', simpatizantes da causa do ambiente, etc. - se juntassem ao final da manhã na praça dos Restauradores, em Lisboa, para um cordão humano.
fui lá, assisti aos pequenos discursos a propósito, fiz o que me propusera - andar a pé, dar um passeio, esclarecer dois jovens, sensibiliza-los.
estiveram lá umas (poucas) dezenas de pessoas, sobretudo velocipedistas e escuteiros. foi pouco, muito pouco.

foi uma revelação da nossa sensibilidade para as causas comuns, colectivas... (quase) nenhuma.
é certo que não houve marketing.

há só indiferença.

sábado

paciência, diz ele


“mantenham a vossa paz de espírito, menos stress e preocupações”
terão sido estes os conselhos para a felicidade que o Dalai Lama deixou na visita ao Parlamento Europeu

"O Dalai Lama reuniu-se com os deputados da Comissão dos Assuntos Externos e, mais tarde, com o Presidente do Parlamento para discutir a situação no Tibete e as relações com China. A sua mensagem foi “paciência” para com a China e protecção da liberdade religiosa e “cultura ancestral” do Tibete."

pacífico e sensato, digo eu.

quinta-feira

forever young

faria hoje 80 anos. nasceu a 1 de Junho de 1926 em Los Angeles. Norma Jean Mortensen.






passou a vida à procura de reconhecimento...



[aos cinco anos - foto c/ DR]